Programação mental
Pais querem o melhor para os filhos. Com os meus foi igual. Incentivo direto. Estudo em primeiro lugar. Comecei na escola aos três anos. Aos 19, depois do ensino médio e de um técnico em contabilidade, entrei no mercado.
Até ali, eu vivia do apoio dos meus pais e das frases que ouvi a vida toda: “estude para ter um bom emprego de carteira assinada”. Minha cabeça ficou programada para ser um bom empregado por 35 anos até a aposentadoria. Fui funcionário por 16 anos em grandes empresas. Depois percebi o óbvio que ninguém conta: a maioria se aposenta com pouco, muita gente ainda trabalha para complementar, e muitos dependem de ajuda da família. Segurança? Só no papel.
Entendi a diferença de mentalidade. Os donos estavam um passo à frente. Pensavam assim: por que fazer, se posso pagar a quem estudou para fazer por mim? Eu pensava em aumento, promoção e férias. Eles pensavam em construir ativo, comprar tempo e escalar.
Resumo duro: “estudar para ter um bom emprego” costuma virar “estudar para ser um bom empregado” e, no fim, entrar na estatística da aposentadoria apertada. Se quiser liberdade financeira, reprograme a mente. Pare de buscar só segurança no fim da carreira. Busque independência de verdade.
E com os filhos, a base é a mesma: educação séria, sim. Mas com visão de dono. Estude para entender o jogo e criar negócio, não só para obedecer regras.
Jailson Ramos
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